Seminário Maior São José de Anchieta

A finalidade desta casa de formação, não é outra que formar os futuros sacerdotes [1] segundo o Coração de Jesus.

Deve o Seminário maior se ocupar de que os futuros sacerdotes estejam devidamente preparados, pondo todos os meios para que “se formem verdadeiros pastores das almas a exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo, Mestre, Sacerdote e Pastor” [2].

O Seminário é uma “comunidade educativa a caminho” [3], que oferece “a possibilidade de reviver a experiência formativa que o Senhor dedicou aos Doze” [4]. É um continuar na Igreja a intimidade dos apóstolos com Jesus: “trato íntimo e prolongado com Jesus como condição necessária para o ministério apostólico” [5]. O Seminário é um reviver da parte de cada seminarista essa experiência dos apóstolos que foram chamados por Jesus para que estivessem com Ele e enviá-los a pregar (cf. Mc 3,14). É aprender a consagrar toda a vida ao mistério de Cristo: de Cristo Cabeça e de Cristo Corpo.

Santa Missa no Seminário

Queremos formar seminaristas que vivam o “senhorio”, sobre si mesmos, sobre os homens, sobre o mundo e sobre o demônio; que gozem da “liberdade” dos filhos de Deus na docilidade plena ao Espírito Santo, estando convencidos de que tudo é vosso; seja Paulo,  seja Apolo, seja Cefas; seja o mundo,  seja a vida, seja a morte; seja o presente,  seja o vindouro, tudo é vosso, e vós de Cristo, e Cristo de Deus (1Cor 3,21-23); que tenham “espírito de príncipes” e sejam nobres; que sejam valorosos e estejam totalmente resolvidos a alcançar a santidade [6]; que superem as tentações próprias do estado sacerdotal, como o ser egocêntrico, funcionário, mesquinho, inconstante, entediado, improvisador, frívolo, crispado, medíocre, localista, afetado, avaro, mal-humorado, laicizado, medroso, tímido e ubíquo [7].

Seminaristas que admirem e amem a verdade, graças a uma formação intelectual ampla; que deem tempo à teoria e ao ócio intelectual[8], e que seja verdadeira busca da verdade, isto

Seminaristas Maiores

é, que cheguem a conhecê-la com certeza e apropriá-la na contemplação; que tenham  uma inteligência que se aplique às coisas temporárias em subordinação à consideração das realidades eternas, de modo que umas sirvam de meio para conhecer as outras: as perfeições invisíveis de Deus nos são conhecidas mediante as coisas criadas (Rm 1,20), e a partir das eternas assim conhecidas julgue-se das coisas temporais [9]. Uma inteligência que procure pelo raciocínio, para encontrar e repousar no entendido. Pois “o raciocinar com respeito ao entender é como o mover-se com respeito ao repousar ou como o adquirir é ao possuir” [10]. Daqui que a razão e a inteligência se comparam como o tempo e a eternidade [11]. Como diz Boécio: “a razão é propriedade exclusiva do gênero humano, como a inteligência é somente do divino” [12].

Estudo no Seminário

Acostumados à disciplina, isto é, “a submissão às regras de vida em ordem a que a verdade se encarne na vida dos discípulos” [13], que sejam homens virtuosos segundo a doutrina dos grandes mestres da vida espiritual; em especial: Santo Agostinho, Santo Tomás, São João da Cruz, Santa Teresa de Jesus, Santo Inácio de Loyola, São Luís Maria Grignon de Montfort, Santa Teresa do Menino Jesus, de todos os Santos de todos os tempos que a Igreja propõe como exemplares para que imitemos suas virtudes”[14].

Seminaristas que saibam dar seu valor a cada coisa e de modo hierárquico; que amem o Instituto vivendo o seu carisma próprio[15].

Seminaristas com alma de artista, que se elevem à Suprema Beleza, ao Bem, à Verdade que transcende todo pensamento… que se como dom magnífico da bondade de Deus, tornem-se um reflexo de sua glória”[16].

Queremos formar, sobretudo, seminaristas que estejam dispostos à entrega total ao serviço de Deus e ao ministério pastoral”[17], inclusive até o martírio[18], a exemplo do primeiro santo argentino São Benito de Jesus, dos sacerdotes e seminaristas mártires de Barbastro, do sacerdote Beato Miguel Agustín Pró, e de tantos outros.

Queremos formar a nossos futuros sacerdotes para que sejam poetas, metafísicos e soldados, que cantem, contemplem e lutem”[19].

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[1] Cf. Exortação Apostólica pós-sinodal sobre a formação dos sacerdotes na situação atual Pastores Dabo Vobis, 25 de março de 1992.
[2] Decreto sobre a formação sacerdotal Optatam Totius, 1965, 4.
[3] Pastores Dabo Vobis, 60.
[4] Ibidem.
[5] Ibidem.
[6] Cf. Diretório de Espiritualidade, 42.
[7] Cf. Ibidem, 108.
[8] Cf. Constituições [199].
[9] Cf. Santo Tomás de Aquino, Suma Teológica. I, 79, 9.
[10] Santo Tomás de Aquino, Suma Teológica. I, 79, 8.
[11] Cf. Ibidem, ad 2
[12] Ibidem, 79, 10 ad 2.
[13] Constituições do IVE, 216.
[14] Ibidem, 212.
[15] Cf. Ibidem, 208.
[16] Cf. PAULO VI, Altissimi Cantu.
[17] Decreto sobre a formação sacerdotal Optatam Totius, 1965, 9.
[18] Cf. Diretório de Espiritualidade do IVE, 37.
[19] Ibidem, 108.